quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mensagem do Papa Bento XVI para o 48º Dia Mundial das Vocações

Queridos irmãos e irmãs!

O 48.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no dia 15 de Maio de 2011, IV Domingo de Páscoa, convida-nos a refletir sobre o tema: «Propor as vocações na Igreja local». Há sessenta anos, o Venerável Papa Pio XII instituiu a Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais. Depois, em muitas dioceses, foram fundadas pelos Bispos obras semelhantes, animadas por sacerdotes e leigos, correspondendo ao convite do Bom Pastor, quando, «ao ver as multidões, encheu-se de compaixão por elas, por andarem fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor» e disse: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Mt 9, 36-38).

A arte de promover e cuidar das vocações encontra um luminoso ponto de referência nas páginas do Evangelho, onde Jesus chama os seus discípulos para O seguir e educa-os com amor e solicitude. Objeto particular da nossa atenção é o modo como Jesus chamou os seus mais íntimos colaboradores a anunciar o Reino de Deus (cf. Lc 10, 9). Para começar, vê-se claramente que o primeiro ato foi a oração por eles: antes de os chamar, Jesus passou a noite sozinho, em oração, à escuta da vontade do Pai (cf. Lc 6, 12), numa elevação interior acima das coisas de todos os dias. A vocação dos discípulos nasce, precisamente, no diálogo íntimo de Jesus com o Pai. As vocações ao ministério sacerdotal e à vida consagrada são fruto, primariamente, de um contato constante com o Deus vivo e de uma oração insistente que se eleva ao «Dono da messe» quer nas comunidades paroquiais, quer nas famílias cristãs, quer nos cenáculos vocacionais.

O Senhor, no início da sua vida pública, chamou alguns pescadores, que estavam trabalhando nas margens do lago da Galileia: «Vinde e segui-Me, e farei de vós pescadores de homens» (Mt 4, 19). Mostrou-lhes a sua missão messiânica com numerosos «sinais», que indicavam o seu amor pelos homens e o dom da misericórdia do Pai; educou-os com a palavra e com a vida, de modo a estarem prontos para ser os continuadores da sua obra de salvação; por fim, «sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai» (Jo 13, 1), confiou-lhes o memorial da sua morte e ressurreição e, antes de subir ao Céu, enviou-os por todo o mundo com este mandato: «Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações» (Mt 28, 19).

A proposta, que Jesus faz às pessoas ao dizer-lhes «Segue-Me!», é exigente e exaltante: convida-as a entrar na sua amizade, a escutar de perto a sua Palavra e a viver com Ele; ensina-lhes a dedicação total a Deus e à propagação do seu Reino, segundo a lei do Evangelho: «Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24); convida-as a sair da sua vontade fechada, da sua ideia de auto-realização, para embrenhar-se noutra vontade, a de Deus, deixando-se guiar por ela; faz-lhes viver em fraternidade, que nasce desta disponibilidade total a Deus (cf. Mt 12, 49-50) e se torna o sinal distintivo da comunidade de Jesus: «O sinal por que todos vos hão de reconhecer como meus discípulos é terdes amor uns aos outros» (Jo 13, 35).

Também hoje, o seguimento de Cristo é exigente; significa aprender a ter o olhar fixo em Jesus, a conhecê-Lo intimamente, a escutá-Lo na Palavra e a encontrá-Lo nos Sacramentos; significa aprender a conformar a própria vontade à d'Ele. Trata-se de uma verdadeira e própria escola de formação para quantos se preparam para o ministério sacerdotal e a vida consagrada, sob a orientação das autoridades eclesiásticas competentes. O Senhor não deixa de chamar, em todas as estações da vida, para partilhar a sua missão e servir a Igreja no ministério ordenado e na vida consagrada; e a Igreja «é chamada a proteger este dom, a estimá-lo e amá-lo: ela é responsável pelo nascimento e pela maturação das vocações sacerdotais» (João Paulo II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 41). Especialmente neste tempo, em que a voz do Senhor parece sufocada por «outras vozes» e a proposta de O seguir oferecendo a própria vida pode parecer demasiado difícil, cada comunidade cristã, cada fiel, deveria assumir, conscientemente, o compromisso de promover as vocações. É importante encorajar e apoiar aqueles que mostram claros sinais de vocação à vida sacerdotal e à consagração religiosa, de modo que sintam o entusiasmo da comunidade inteira quando dizem o seu «sim» a Deus e à Igreja. Da minha parte, sempre os encorajo como fiz quando escrevi aos que se decidiram entrar no Seminário: «Fizestes bem [em tomar essa decisão], porque os homens sempre terão necessidade de Deus - mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização -, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d'Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade» (Carta aos Seminaristas, 18 de Outubro de 2010).

É preciso que cada Igreja local se torne cada vez mais sensível e atenta à pastoral vocacional, educando a nível familiar, paroquial e associativo, sobretudo os adolescentes e os jovens - como Jesus fez com os discípulos - para maturarem uma amizade genuína e afetuosa com o Senhor, cultivada na oração pessoal e litúrgica; para aprenderem a escuta atenta e frutuosa da Palavra de Deus, através de uma familiaridade crescente com as Sagradas Escrituras; para compreenderem que entrar na vontade de Deus não aniquila nem destrói a pessoa, mas permite descobrir e seguir a verdade mais profunda de si mesmos; para viverem a gratuidade e a fraternidade nas relações com os outros, porque só abrindo-se ao amor de Deus é que se encontra a verdadeira alegria e a plena realização das próprias aspirações. «Propor as vocações na Igreja local» significa ter a coragem de indicar, através de uma pastoral vocacional atenta e adequada, este caminho exigente do seguimento de Cristo, que, rico de sentido, é capaz de envolver toda a vida.

Dirijo-me particularmente a vós, queridos Irmãos no Episcopado. Para dar continuidade e difusão à vossa missão de salvação em Cristo, «promovam o mais possível as vocações sacerdotais e religiosas, e de modo particular as missionárias» (Decr. Christus Dominus, 15). O Senhor precisa da vossa colaboração, para que o seu chamamento possa chegar aos corações de quem Ele escolheu. Cuidadosamente escolhei os dinamizadores do Centro Diocesano de Vocações, instrumento precioso de promoção e organização da pastoral vocacional e da oração que a sustenta e garante a sua eficácia. Quero também recordar-vos, amados Irmãos Bispos, a solicitude da Igreja universal por uma distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo. A vossa disponibilidade em face a dioceses com escassez de vocações torna-se uma bênção de Deus para as vossas comunidades e constitui, para os fiéis, o testemunho de um serviço sacerdotal que se abre generosamente às necessidades da Igreja inteira.
O Concílio Vaticano II recordou, explicitamente, que o «dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover, sobretudo, mediante uma vida plenamente cristã» (Decr. Optatam totius, 2). Por isso, desejo dirigir uma fraterna saudação de especial encorajamento a quantos colaboram de vários modos nas paróquias com os sacerdotes. Em particular, dirijo-me àqueles que podem oferecer a própria contribuição para a pastoral das vocações: os sacerdotes, as famílias, os catequistas, os animadores. Aos sacerdotes recomendo que sejam capazes de dar um testemunho de comunhão com o Bispo e com os outros irmãos no sacerdócio, para garantirem o húmus vital aos novos rebentos de vocações sacerdotais. Que as famílias sejam «animadas pelo espírito de fé, de caridade e piedade» (Ibid., 2), capazes de ajudar os filhos e as filhas a acolherem, com generosidade, o chamamento ao sacerdócio e à vida consagrada. Convictos da sua missão educativa, os catequistas e os animadores das associações católicas e dos movimentos eclesiais «de tal forma procurem cultivar o espírito dos adolescentes a si confiados, que eles possam sentir e seguir de bom grado a vocação divina» (Ibid., 2).

Queridos irmãos e irmãs, o vosso empenho na promoção e cuidado das vocações adquire plenitude de sentido e de eficácia pastoral, quando se realiza na unidade da Igreja e visa servir a comunhão. É por isso que todos os momentos da vida da comunidade eclesial - a catequese, os encontros de formação, a oração litúrgica, as peregrinações aos santuários - são uma ocasião preciosa para suscitar no Povo de Deus, em particular nos mais pequenos e nos jovens, o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento para o sacerdócio e a vida consagrada.
A capacidade de cultivar as vocações é sinal característico da vitalidade de uma Igreja local. Invoquemos, com confiança e insistência, a ajuda da Virgem Maria, para que, seguindo o seu exemplo de acolhimento do plano divino da salvação e com a sua eficaz intercessão, se possa difundir no âmbito de cada comunidade a disponibilidade para dizer «sim» ao Senhor, que não cessa de chamar novos trabalhadores para a sua messe. Com estes votos, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 15 de Novembro de 2010.

PAPA BENTO XVI

segunda-feira, 28 de março de 2011

Irmã Alzineide é acolhida como a mais nova missionária

Pousamos em solo dominicano (Irs. Antonia e Alzineide) dia 17/03/2011 às 17:30h (18:30h hora do Brasil). Depois do preenchimento de formulários no aeroporto, nos encontramos com Ir. Gracia Viel, Catequista Franciscana, que nos esperava com muita alegria. Fomos até a comunidade das Irmãs Catequistas Franciscanas em Santo Domingo, onde Ir. Filomena nos recebeu e nos ofereceu uma sopa para o jantar.
Chegamos à nosso destino, a cidade de Pedro Santana, quase meia-noite, não foi tarde para percebermos o carinho com que Ir. Gracia preparou a casa para nos acolher, recordando-se também dos 25 anos de consagração de Ir. Antonia.

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Assembleia da Congregação faz avaliação de 2010 e traça linhas de ação para este ano


Ir. Tereza Albanez e Ir. Alzineide, durante celebração do envio 
 De de 9 a 13 de março, a Congregação das Irmãs Franciscanas Filhas da Divina Providência reuniu-se para a Assembleia Geral Ordinária, na Casa Geral, em São Paulo.

Esta assembleia reúne irmãs representantes dos vários segmentos: educação, saúde, frente de missão, obras sociais, formação, administração e animação vocacional.Tem como objetivo a convivência fraterna e prestação de contas, além de fazer a avaliação do ano anterior e programação das prioridade e linhas de ação para o ano corrente.
Ir. Alzineide vai ser missionária na  Rep. Dominicana
Estes dias foram vividos em clima de oração, partilha e também lazer. É um momento importante para a familía religiosa se encontrar e, juntas, discernir a vontade de Deus. Iniciamos dia 10 com um belo dia de lazer. No final da tarde tivemos a celebração eucarística, presidita por Dom Antonio Guedes, Bispo de Campo Limpo.

Logo pela manhã do dia 11, iniciamos após oração e café com a prestação de contas até as 12 horas. À tarde trabalhamos o tema Instituição e Missão através de uma dinâmica que cada uma foi tecendo e fazendo a sua história.
Um dos momentos mais importantes foi o envio de Ir. Alzineide para República Dominicana, na cidade de Pedro Santana, onde juntamente com Ir. Antonia, que já esta lá, somará agora forças para anunciar o Evangelho de Jesus Cristo e ser presença do Pai providente, junto aos irmãos sofredores.
Ir. Maria de Fátima

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terça-feira, 1 de março de 2011

Missão Vocacional em Divinópolis mobiliza cerca de 3.500 alunos

Entre os dias 24 a 27 de fevereiro ocorreu uma missão vocacional no Santuário Santo Antônio, onde atuam os frades da Ordem dos Frades Menores (ofm), com o objetivo de fazer presença em algumas escolas da cidade de Divinópolis (MG). Cerca de 3.500 alunos foram atingidos pela missão. A abordagem feita teve por enfoque a vocação como chamado à vida e a Campanha Nacional contra a violência e o extermínio de jovens.

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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Franciscanas Filhas da Divina Providência celebram jubileus

Vocês sal o sal da terra a luz do mundo. A liturgia da Palavra deste domingo (06/02) não poderia melhor definir a celebração dos jubileus de vida consagrada das irmãs iR. Antônia Maria de Jesus e Dolores Aparecida Menchão (25 anos) e irmã Maria Paula da Santíssima Trindade (50 anos), que renovaram os votos de continuarem a ser sal e luz de transformação para o mundo.
Esse momento de festa, alegria e fé levou quase todas as irmãs da Congregação das Franciscanas Filhas da Divina Providência para a Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, na Vila dos Remédios, em São Paulo, onde a celebração eucarística foi presidida pelo pároco de Santa Terezinha, em Tubarão (SC), Pe. Edison Müller, e teve como concelebrantes o Pe. Agostinho Dinani, que é pároco na Vila dos Remédios, o Pe. Dorival Leite e o Pe. Raimundo Aristides. A Congregação esteve representada pela Ministra Geral, Irmã Tereza Alvarez, que recebeu os votos das irmãs. Entre os religiosos (as) presentes na celebração estava a Ministra Provincial das Irmãs Catequistas, Ir. Carmela Panini.
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Congresso Continental de Vocações da América Latina acontece na Costa Rica

Cartago (CR) - Teve início no dia 31 e segue até o próximo sábado, 5 de fevereiro, o 2º Congresso Continental de Vocações da América Latina, realizado em Cartago, na Costa Rica. O objetivo central do encontro é reforçar a cultura de vocações para o batizado ser incentivado a buscar a vocação de ser discípulo e missionário de Cristo, nas circunstâncias atuais do continente.
Convocado pelo Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) através do Departamento de Vocações, com coordenação da Conferência Episcopal da Costa Rica, o encontro, que reúne 400 pessoas, é uma resposta aos desafios impostos pelo Documento de Aparecida (DAp) e destina-se a estimular a reflexão dos participantes sobre a importância da vocação e dar força ao processo de discernimento. O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, padre Reginaldo de Lima, participa do encontro.
O bispo auxiliar de Guadalajara e secretário geral do Celam, Dom José Leopoldo González González, disse que o encontro é importante para lembrar que todos têm uma vocação específica e que estão destinadas a ela. “O encontro é importante para voltar à natureza da vocação e reconhecer que estamos destinados a uma vocação específica com o objetivo da santidade. O discernimento vocacional é essencial para fortalecer e renovar-nos para que possamos contagiar outras pessoas através do testemunho de vida”, sublinhou o bispo.