segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Senhor, que queres que eu faça?

São Francisco sabia bem o que estava perguntando, quando rezou. Afinal a nossa vocação não é tão simples de entender, pois num momento se tem tudo aquilo que sempre se sonhou, aquilo que os nossos pais sempre desejaram para nós, mas ainda sim não temos certeza, será que é isso mesmo que Deus quer para nós? É difícil saber, mas a confiança de que estamos no caminho certo deve permanecer.
Mas diferente da época de Francisco, hoje podemos fazer uma experiência religiosa, dessa forma podemos ver se nos sentimos realizados com o trabalho das irmãs, de irmãos, freis e padres. E essa convivência que fazemos é para despertar a nossa vocação, seja religiosa ou não.
E nesse mês de Julho de 2011, o Educandário São Domingos recebeu algumas jovens com esse intuito, inclusive eu que estou escrevendo o artigo. Mas o que dizer dessa experiência? Apenas que foi maravilhosa, e diria que conhecer Francisco e Clara, é algo fascinante. A vocação deles é impressionante, e faz despertar a nossa, conhecer o que os levou a seguir o caminho reflete para nós o sentido maior de se estar na Igreja, e porque o nosso trabalho é importante.
Então nesse momento convido você a fazer essa experiência, conhecer a história de Francisco e Clara. E por meio da deles refletir a sua própria história.Como uma das jovens á realizar está pequena experiência,tenho a relatar a paz e alegria de estar no meio de pessoas acolhedoras vivendo um carisma de amor,que realizam diferentes trabalhos sociais em prol dos irmãos,em especial crianças,adolecentes, idosos e doentes.Dentre os colaboradores que vivenciei o que me chamou a atenção foi o trabalho com os idosos,pois neste trabalho percebi o amor e o cuidado de oferecer a eles atividades que tragam a alegria de ainda ser útil,proporcionando a alegria do convívio entre eles.
Foi importante perceber a maneira como as Franciscanas Filhas da Divina Providência vivem no seu dia a dia.São acolhedoras,vivem a simplicidae,doação e cuidado para com todas as pessoas que trabalham e encontram. Foram dias de vivência com pessoas que possuem uma proposta de vida  semelhante a São Francisco.Procuram seguir o Cristo Pobre e Cruxificado na pessoa dos mais necessitados.
Alessandra e Adriana.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Simpósio IPV 2011


Simpósio IPV 2011 - Centro Missionário José Allamano

- 23 a 26 de junho -

Tema: NOVAS GERAÇÕES E NOVAS COMUNIDADES CATÓLICAS

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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Definitivamente, levanta-te e anda!

* Por Alberto Meneguzzi
São vários os personagens e as histórias descritas no livro do Ato dos Apóstolos. Uma delas é a de um homem coxo, mendigo, que ficava pedindo esmolas na porta do templo. Coxo é um aleijado, alguém com dificuldades sérias para andar, manco, impotente para caminhar. Em Ato dos Apóstolos (3, 1-9) está descrita  a seguinte situação.
 "Pedro e João subiam ao Templo para a oração as três horas da tarde, quando viram trazer um homem, coxo de nascença. Costumavam colocá-lo todos os dias na porta do Templo para pedir esmolas aos que entravam no Templo. Quando o homem coxo viu Pedro e João entrando no Templo, pediu uma esmola. Pedro e João olharam bem para o homem e disseram: 'Não temos ouro nem prata, mas o que eu tenho eu lhe dou. Em nome de Jesus Cristo, levanta-te e comece a andar'. Depois Pedro pegou a mão direita do homem e o ajudou a levantar. Na mesma hora os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes. Então, ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar, E entrou no templo junto com o Pedro e João, andando pulando e louvando a Deus.
"Coxo é uma pessoa que precisar ser carregada sempre pelos outros. Não consegue andar sozinha. Pedro e João foram ao templo para rezar. O Coxo foi para pedir esmola. O coxo, até então, se contentava com poucas coisas, queria apenas algumas moedas. Sua vida foi sempre assim, mendigando coisas materiais. Ao ser curado da paralisia, pôs-se de pé. Começou a andar. Não ficou parado, deu passos de fé. Entrou no templo saltando, pulando de alegria, mostrando que a partir de então, era um novo homem. Ele glorificava a Deus. Não ficou calado, gritava e aclamava. Evidente que todos que estavam ali ficaram perplexos e admirados.
 Aquele homem coxo se escondia atrás da sua paralisia para viver mendigando. Depois disso ele não saiu mais de perto de Pedro e João e  ia com eles em todos os lugares dando testemunho da sua cura.Muitos cristãos assumidos, também agem como o homem coxo, se contentam apenas com esmolas.  Outros tantos já receberam, em algum momento da vida, a ordem para levantar, sair da paralisia, saltar, correr, louvar a Deus. Mesmo assim, insistem na paralisia que não avança o sinal, não espalha a boa nova com  ardor, coragem e a felicidade que o projeto de Deus merece. 
            Muitos cristãos ainda rastejam. Agem num conformismo irritante. Não arregaçam as mangas, não se comprometem, ficam apenas na margem ao invés de navegarem em águas mais profundas. Precisamos assumir a nossa fé de forma decidida, de proclamá-la num tom alto, de nos colocarmos de pé, com coragem, ardor e alegria.  Não dá para  continuar  recebendo esmolas, agindo com um inválido, sempre dependendo dos outros.

Definitivamente, se és cristão, levanta-te e anda!
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Alberto Meneguzzi - Jornalista e catequista

sexta-feira, 6 de maio de 2011

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mensagem do Papa Bento XVI para o 48º Dia Mundial das Vocações

Queridos irmãos e irmãs!

O 48.º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, que será celebrado no dia 15 de Maio de 2011, IV Domingo de Páscoa, convida-nos a refletir sobre o tema: «Propor as vocações na Igreja local». Há sessenta anos, o Venerável Papa Pio XII instituiu a Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais. Depois, em muitas dioceses, foram fundadas pelos Bispos obras semelhantes, animadas por sacerdotes e leigos, correspondendo ao convite do Bom Pastor, quando, «ao ver as multidões, encheu-se de compaixão por elas, por andarem fatigadas e abatidas como ovelhas sem pastor» e disse: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Mt 9, 36-38).

A arte de promover e cuidar das vocações encontra um luminoso ponto de referência nas páginas do Evangelho, onde Jesus chama os seus discípulos para O seguir e educa-os com amor e solicitude. Objeto particular da nossa atenção é o modo como Jesus chamou os seus mais íntimos colaboradores a anunciar o Reino de Deus (cf. Lc 10, 9). Para começar, vê-se claramente que o primeiro ato foi a oração por eles: antes de os chamar, Jesus passou a noite sozinho, em oração, à escuta da vontade do Pai (cf. Lc 6, 12), numa elevação interior acima das coisas de todos os dias. A vocação dos discípulos nasce, precisamente, no diálogo íntimo de Jesus com o Pai. As vocações ao ministério sacerdotal e à vida consagrada são fruto, primariamente, de um contato constante com o Deus vivo e de uma oração insistente que se eleva ao «Dono da messe» quer nas comunidades paroquiais, quer nas famílias cristãs, quer nos cenáculos vocacionais.

O Senhor, no início da sua vida pública, chamou alguns pescadores, que estavam trabalhando nas margens do lago da Galileia: «Vinde e segui-Me, e farei de vós pescadores de homens» (Mt 4, 19). Mostrou-lhes a sua missão messiânica com numerosos «sinais», que indicavam o seu amor pelos homens e o dom da misericórdia do Pai; educou-os com a palavra e com a vida, de modo a estarem prontos para ser os continuadores da sua obra de salvação; por fim, «sabendo Jesus que chegara a sua hora de passar deste mundo para o Pai» (Jo 13, 1), confiou-lhes o memorial da sua morte e ressurreição e, antes de subir ao Céu, enviou-os por todo o mundo com este mandato: «Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações» (Mt 28, 19).

A proposta, que Jesus faz às pessoas ao dizer-lhes «Segue-Me!», é exigente e exaltante: convida-as a entrar na sua amizade, a escutar de perto a sua Palavra e a viver com Ele; ensina-lhes a dedicação total a Deus e à propagação do seu Reino, segundo a lei do Evangelho: «Se o grão de trigo cair na terra e não morrer, fica só ele; mas, se morrer, dá muito fruto» (Jo 12, 24); convida-as a sair da sua vontade fechada, da sua ideia de auto-realização, para embrenhar-se noutra vontade, a de Deus, deixando-se guiar por ela; faz-lhes viver em fraternidade, que nasce desta disponibilidade total a Deus (cf. Mt 12, 49-50) e se torna o sinal distintivo da comunidade de Jesus: «O sinal por que todos vos hão de reconhecer como meus discípulos é terdes amor uns aos outros» (Jo 13, 35).

Também hoje, o seguimento de Cristo é exigente; significa aprender a ter o olhar fixo em Jesus, a conhecê-Lo intimamente, a escutá-Lo na Palavra e a encontrá-Lo nos Sacramentos; significa aprender a conformar a própria vontade à d'Ele. Trata-se de uma verdadeira e própria escola de formação para quantos se preparam para o ministério sacerdotal e a vida consagrada, sob a orientação das autoridades eclesiásticas competentes. O Senhor não deixa de chamar, em todas as estações da vida, para partilhar a sua missão e servir a Igreja no ministério ordenado e na vida consagrada; e a Igreja «é chamada a proteger este dom, a estimá-lo e amá-lo: ela é responsável pelo nascimento e pela maturação das vocações sacerdotais» (João Paulo II, Exort. ap. pós-sinodal Pastores dabo vobis, 41). Especialmente neste tempo, em que a voz do Senhor parece sufocada por «outras vozes» e a proposta de O seguir oferecendo a própria vida pode parecer demasiado difícil, cada comunidade cristã, cada fiel, deveria assumir, conscientemente, o compromisso de promover as vocações. É importante encorajar e apoiar aqueles que mostram claros sinais de vocação à vida sacerdotal e à consagração religiosa, de modo que sintam o entusiasmo da comunidade inteira quando dizem o seu «sim» a Deus e à Igreja. Da minha parte, sempre os encorajo como fiz quando escrevi aos que se decidiram entrar no Seminário: «Fizestes bem [em tomar essa decisão], porque os homens sempre terão necessidade de Deus - mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização -, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d'Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade» (Carta aos Seminaristas, 18 de Outubro de 2010).

É preciso que cada Igreja local se torne cada vez mais sensível e atenta à pastoral vocacional, educando a nível familiar, paroquial e associativo, sobretudo os adolescentes e os jovens - como Jesus fez com os discípulos - para maturarem uma amizade genuína e afetuosa com o Senhor, cultivada na oração pessoal e litúrgica; para aprenderem a escuta atenta e frutuosa da Palavra de Deus, através de uma familiaridade crescente com as Sagradas Escrituras; para compreenderem que entrar na vontade de Deus não aniquila nem destrói a pessoa, mas permite descobrir e seguir a verdade mais profunda de si mesmos; para viverem a gratuidade e a fraternidade nas relações com os outros, porque só abrindo-se ao amor de Deus é que se encontra a verdadeira alegria e a plena realização das próprias aspirações. «Propor as vocações na Igreja local» significa ter a coragem de indicar, através de uma pastoral vocacional atenta e adequada, este caminho exigente do seguimento de Cristo, que, rico de sentido, é capaz de envolver toda a vida.

Dirijo-me particularmente a vós, queridos Irmãos no Episcopado. Para dar continuidade e difusão à vossa missão de salvação em Cristo, «promovam o mais possível as vocações sacerdotais e religiosas, e de modo particular as missionárias» (Decr. Christus Dominus, 15). O Senhor precisa da vossa colaboração, para que o seu chamamento possa chegar aos corações de quem Ele escolheu. Cuidadosamente escolhei os dinamizadores do Centro Diocesano de Vocações, instrumento precioso de promoção e organização da pastoral vocacional e da oração que a sustenta e garante a sua eficácia. Quero também recordar-vos, amados Irmãos Bispos, a solicitude da Igreja universal por uma distribuição equitativa dos sacerdotes no mundo. A vossa disponibilidade em face a dioceses com escassez de vocações torna-se uma bênção de Deus para as vossas comunidades e constitui, para os fiéis, o testemunho de um serviço sacerdotal que se abre generosamente às necessidades da Igreja inteira.
O Concílio Vaticano II recordou, explicitamente, que o «dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover, sobretudo, mediante uma vida plenamente cristã» (Decr. Optatam totius, 2). Por isso, desejo dirigir uma fraterna saudação de especial encorajamento a quantos colaboram de vários modos nas paróquias com os sacerdotes. Em particular, dirijo-me àqueles que podem oferecer a própria contribuição para a pastoral das vocações: os sacerdotes, as famílias, os catequistas, os animadores. Aos sacerdotes recomendo que sejam capazes de dar um testemunho de comunhão com o Bispo e com os outros irmãos no sacerdócio, para garantirem o húmus vital aos novos rebentos de vocações sacerdotais. Que as famílias sejam «animadas pelo espírito de fé, de caridade e piedade» (Ibid., 2), capazes de ajudar os filhos e as filhas a acolherem, com generosidade, o chamamento ao sacerdócio e à vida consagrada. Convictos da sua missão educativa, os catequistas e os animadores das associações católicas e dos movimentos eclesiais «de tal forma procurem cultivar o espírito dos adolescentes a si confiados, que eles possam sentir e seguir de bom grado a vocação divina» (Ibid., 2).

Queridos irmãos e irmãs, o vosso empenho na promoção e cuidado das vocações adquire plenitude de sentido e de eficácia pastoral, quando se realiza na unidade da Igreja e visa servir a comunhão. É por isso que todos os momentos da vida da comunidade eclesial - a catequese, os encontros de formação, a oração litúrgica, as peregrinações aos santuários - são uma ocasião preciosa para suscitar no Povo de Deus, em particular nos mais pequenos e nos jovens, o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento para o sacerdócio e a vida consagrada.
A capacidade de cultivar as vocações é sinal característico da vitalidade de uma Igreja local. Invoquemos, com confiança e insistência, a ajuda da Virgem Maria, para que, seguindo o seu exemplo de acolhimento do plano divino da salvação e com a sua eficaz intercessão, se possa difundir no âmbito de cada comunidade a disponibilidade para dizer «sim» ao Senhor, que não cessa de chamar novos trabalhadores para a sua messe. Com estes votos, de coração concedo a todos a minha Bênção Apostólica.

Vaticano, 15 de Novembro de 2010.

PAPA BENTO XVI